terça-feira, 21 de agosto de 2007

Ao Volante

Não sei quanto à vocês que nesse momento têm a paciência de ler estas linhas, mas os meus momentos mais criativos, pelo menos de uns tempos pra cá, têm sido ao volante; isso, você não leu errado! Este subscritor afirma, contrariando norma basilar do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) - que preconiza inúmeras vezes a atenção ao dirigir - que seus momentos de maior criatividade e quem sabe "produção", diria, aconteceram ou acontecem empunhando o volante de um automóvel.

Uns preferem o chuveiro, onde talvez cantem - desafinando ou não (bora Shato!) - enquanto outros gostam de trovar ao "obrar" (ta ligado, Meninão?), e se eu parasse para falar as formas mais inusitadas de inspiração do ser humano, este blog não seria suficiente.

Minha pretensão não é dizer que esta ou aquela forma esta certa ou errada; muito pelo contrário, o que quero é a diversidade, a diferença, a multidão de idéias, venham elas de onde vierem.

Quero dividir o que penso, o que ocorre, pois vai que um de vocês se parece comigo, ou pelo menos me entende e através de um simples comentário consegue elucidar esse questionamento:

Porque, justamente quando eu deveria estar mais concentrado, focado, eu imagino ou penso as coisas mais inusitadas possíveis?

Não me entendam mal: os que comigo andam ou andaram percebem que dirijo relativamente bem, sem maiores altos ou baixos, sem correr ou proporcionar maiores riscos a mim mesmo, eventuais passageiros ou terceiros. Isto é fato. E ainda tenho minha CNH para provar!

Ao volante, no entanto, foi que surgiu a idéia desse texto.

Poemas? os aqui publicados e os que ainda serão (há um modesto estoque a ser editado), com certeza, foram pensados, pelo menos parcialmente, ao volante; já cheguei a parar, ligar o alerta - no acostamento, óbvio - escrever algumas poucas frases, simplesmente para não perder o fio da meada.

Diabos, esse blog, nascido há menos de 24h foi pensado num dia de trânsito infernal, na Marginal Pinheiros, em meados de dezembro de 2005, ou seja, ao volante! (perceba que a execução de projetos dessa natureza não é o meu forte; em menos de 1000 minutos produzi equivalente a quase 1 ano e meio de intenções).

Será que o volante exerce alguma influência especial na mina capacidade produtiva?

Estaria eu sozinho nessa ou há outros "imaginadores no asfalto"?

Se há ou não, só o tempo vai dizer (valendo-se da teoria do "ou não", que meu irmão tanto odeia)...

Por hora, satifaço-me em saber que a veia criativa, mais uma vez, voltou a pulsar, e mesmo sendo a bordo de um carro e com as mãos empenhadas em conduzi-lo, me pego a pensar, medir, transcender e esquadrinhar, enquanto estou a guiar, de vez em quando até parando, e sempre ávido a imaginar.

Mulher

Procure um homem que te chame de linda, amor;

Que te ligue de volta quando você desligar, sem o menor pudor;

Que observe as estrelas enquanto escuta o teu coração,

E fique acordado, velando o teu sono, mesmo sendo solidão;

Espere pelo homem que te beije na testa,

Que faça questão de te ver todos os dias, como se fosse uma festa;

Um homem que segure tua mão,

Sem o menor senão,

Em qualquer ocasião.

Procure aquele que te acha a mais bela,

Mesmo naqueles momentos em que tu mesma não te achas;

Aquele que insista em querer cuidar, em dar atenção,

Aquele que se preocupa com você,

Às vezes sem um por que,

Apenas por pura opção.

Aquele que simplesmente sente-se feliz por te ter perto,

Mesmo sem saber ao certo, se este certo é certo,

Ou seria quase errado,

Não conseguindo ficar parado,

Fazendo o possível para estar ao teu lado.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Será?

Falava com meu primo, Raphael, dos primeiros a visitar este espaço e ele, crítico e sincero com sempre - duas belas qualidades - mandou a seguinte, via msn: "tristeza não tem fim... felicidade, sim".

Será?

Teria ele razão e estaríamos nós imersos num mundo que nos coloca numa posição em que a tristeza não teria fim e a felicidade, que para muitos é a mola propulsora da humanidade, estaria com seus dias contatos, digo, teria um prazo de validade? Um início, meio e fim? Introdução, desenvolvimento e conclusão? Como uma redação?

Será?

A vida então é uma eterna tristeza com hiatos de felicidade?

Seis palavras proferidas por ele, numa casual conversa virtual, mas que me fizeram parar para pensar e escrever estas linhas, mal traçadas, talvez - Rapha disse que preferia Vinícius (!!!). Graças ao bom Deus que ele assim prefere, pois nem de longe me comparo ao famigerado poeta; ao contrário, estou a ler um livro de poemas por ele escrito e o questionamento do "Essa eu ainda toco...", mais uma vez, me veio à cabeça: "O que leva alguem a escrever isso?" Respondo: GENIALIDADE, algo anos-luz à frente da minha simplória boa vontade ao aqui escrever.

Mas voltemos à felicidade x tristeza.

Será?

Não tenho como responder, mesmo porque o que foi por Raphael dito, está revestido de toda uma subjetividade, de um contexto e de uma parcialidade que dele emana. Certeza, só uma: o momento influencia o ser humano e principalmente suas colocações.

Talvez seja algo meramente circunstancial, sazonal; ou talvez seja perene.

Mas não é isso que me preocupa, pois estaríamos falando da forma, se continuássemos nessa linha.

O alarmante não é a forma e sim conteúdo, é o que leva alguém, nesses dias, a declarar-se "feliz" ou "triste".

Meu (novo) amigo Leandro Matias, em seu blog, com muita propriedade falou, no seu "Ta na moda", exatamente o que penso e, pedindo licença, utilizo-me do tema central de sua tese, por estar, ao meu ver, diretamente ligada ao que tento aqui falar.

A felicidade, hoje, está ligada ao "ter", e o "não ter", por pior que possa parecer, influencia o "ser". (Aí sim) Triste, pois feliz daquele pode que dizer que "é" alguém por "ter", educação, cultura, por estar centrado em valores, digamos, superiores, como Deus, Família, Saúde, Trabalho e, por que não, Amor.

Essa foi a minha criação.

O que se vê hoje, é justamente o contrário, como bem disse Matias: "
Os nobres valores há muito caíram em desgraça. Ser? Que nada de ser, o negócio é ter. Lê-se pouco, conversa-se menos ainda, mas falar, ah, todo mundo fala muito." E adiciono: fala-se muito, mal, dos outros, preferencialmente, e para ficar mais legal ainda, fala-se sem antes saber ou averiguar fatos. Assim é mais fácil.

Será que é isso?

Estaríamos nós diante da derrocada daquilo que é tido como probo, honesto e coerente, das pessoas que genuinamente "são" ou pelo menos tentam "ser", em detrimento de uma sociedade que não mais valoriza esses ideais "parcos"?

Não acredito.

Ainda preciso pensar muito sobre esse assunto.

Por hora, meu agradecimento a Raphael, por me instigar a escrever sobre isso e a Leandro, pela idéia.


Essa eu ainda toco...

Não sei bem o que leva alguem a escrever algo assim; um sentimento nobre, muito provavelmente, mas pergunto: que faceta deste sentimento? aquela que constrói, anima e motiva ou seria a outra, que nem sempre coopera para a felicidade, mas que mesmo não sendo das melhores, não deixa o autor hesitante, nem por um segundo, e o faz externar seus pesamentos dessa maneira? Já me convenci... leiam, pensem, concluam. Essa, eu, com certeza, eu ainda tocarei ao violão...



"Hey There Delilah"
Plain White T´s

Hey there Delilah
What's it like in New York City?
I'm a thousand miles away
But girl tonight you look so pretty
Yes you do
Times Square can't shine as bright as you
I swear it's true

Hey there Delilah
Don't you worry about the distance
I'm right there if you get lonely
Give this song another listen
Close your eyes
Listen to my voice it's my disguise
I'm by your side

Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
What you do to me

Hey there Delilah
I know times are getting hard
But just believe me girl
Someday I'll pay the bills with this guitar
We'll have it good
We'll have the life we knew we would
My word is good

Hey there Delilah
I've got so much left to say
If every simple song I wrote to you
Would take your breath away
I'd write it all
Even more in love with me you'd fall
We'd have it all

Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me

A thousand miles seems pretty far
But they've got planes and trains and cars
I'd walk to you if I had no other way
Our friends would all make fun of us
and we'll just laugh along because we know
That none of them have felt this way
Delilah I can promise you
That by the time we get through
The world will never ever be the same
And you're to blame

Hey there Delilah
You be good and don't you miss me
Two more years and you'll be done with school
And I'll be making history like I do
You'll know it's all because of you
We can do whatever we want to
Hey there Delilah here's to you
This ones for you

Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
What you do to me.

Certeza

Certeza. De querer o bem sem ver a quem, mas por um alguém, que como ninguém os meus sentimentos detém. Me mantém como refém. Certeza. Da possibilidade, da profundidade, da reciprocidade e destes sentimentos que, ao final, são representados pela felicidade. Felicidade que consome, se impõe, que constrói; consome as tristezas que já não existem, impondo-se sobre sofrimentos que já não subsistem, construindo com certeza e inigualável clareza, o que, mais uma vez, só posso chamar de felicidade.



Apertura

Começo esse blog, esse espaço, sem maiories pretensões além de dividir as idéias que eventualmente permeiam meus pensamentos. Não há maiores expectativas, intenções ou projeções; há apenas intenções, boas, quem sabe, que seguirão uma certa linhagem, podendo até causar descontentamentos, mas que com certeza criarão uma imagem. Boa? Ruim? Conceitos extremamente subjetivos e parciais, filosofais. Discutir? Nem quero; Conversar, talvez. Pensar, imaginar; ler, escrever; transigir, impingir, quem sabe? A dor, o amor, o dia a dia, o calor; Calor da vida, das alegrias, das frustrações, dos altos e baixos que nos fazem subir e descer na velocidade de pensamentos, mas que a cada momento vão moldando nossos sentimentos; os mesmos acima e alguns outros, que serão expostos, como disse, sem maiores pretensões, intenções ou senões – adiciono – pois na “vera” e não na “brinca”, esse espaço que faço e não rechaço, muito embora com certo embaraço servirá Apenas para dividir Idéias.