terça-feira, 11 de setembro de 2007

Amizade

Era para eu ter escrito este antes do "Covardia", por motivos que vocês notarão óbvios, mas lá vai, assim mesmo, preocupando-me com o conteúdo, pois a forma nem sempre é imprescindível.

Comecei este blog há pouco tempo, mais precisamente no dia 21 de Agosto e já nos primeiros dois ou três dias, postei um total de seis textos.

Daí dei uma parada.

Não escrevi nada por exatos vinte dias, por motivos que variam desde a falta de tempo, passando pelo cansaço da luta diária, ou até mesmo pelo simples fato de acreditar em não ter nada interessante o suficiente para dividir.

Até aí tudo bem, nada mais normal, a atividade de um "bloggueiro" deve ser prazenteira e não uma obrigação, sob pena de perder o sentido, a autenticidade, a naturalidade.

O que me chamou atenção e foi, sinceramente, uma grata surpresa, foi o feedback dos familiares, amigos, colegas:

"...já tem texto novo no blogg?", um perguntou, o que chamou minha atenção, mas como se tratava apenas de um caso isolado, imaginei ser mais um ato de boníssima educação do que necessariamente pelo conteúdo literário avançado das minhas linhas.

E mais uma vez, via msn: "cadê os textos no blogg?". "to meio sem tempo!", respondi. "tempo? quem quer faz, Esaú, arruma tempo" - algo que pessoalmente acredito, pois quem quer faz.

Meu irmão, lá de Salvador, há umas duas semanas, vem me incitando: "atualize o blogg mané!!" - foi a última que recebi dele, logo depois do feriado, também via msn.

Até um amigo de Santos/SP veio me perguntar sobre o dito cujo e alguma iminente novidade.

Continuo convencido que esses manifestos se deram, em sua maioria, pelo amor, pela amizade e pela educação dos autores destas citações e não pela elaboração gramatical dos meus escritos; mas tanto essas, assim como outras interpelações, pedidos e incentivos me fizeram escrever essas linhas para pura e simplesmente homenagear a figura do amigo.

Do Aurélio:

Amigo -
[Do lat. amicu.]
Adj.
1. Que é ligado a outrem por laços de amizade;
2. Em que há amizade; amical, amistoso;
3. Simpático, acolhedor;
4. Que ampara ou defende; protetor;
5. Diz-se dos países que mantêm relações amistosas ou são aliados;
6. Benigno, propício.

Belas palavras, adjetivos, sem dúvida, justamente o que imagino um amigo deva ser.

Por esses motivos e por tantas outras demonstrações de carinho e amizade que diariamente - graças à Deus - recebo, fiz este texto unica e exclusivamente para os meus amigos (Esaú, Eliane, Adriana e Daniel, além de família, são meus melhores amigos, portanto sintam-se mais do que implicados) pudessem ler e ver o que a amizade significa e representa para mim e que são justamente esses pequenos atos, o "atualiza o blogg, mané!!", que propulsionam pessoas a serem, fazerem e quererem o melhor, sem nunca esquecer aqueles que, de uma forma ou de outra, contribuem à medida que lhes cabe, para o crescimento de alguém.

Salve, salve!!! - como diria um grande amigo meu.



Covardia

Certo ou errado, justo ou injusto, concordem ou discordem; opiniões, por favor, à vontade, um salve(!!!!) a diversidade.

Achei na net este pequeno, porém intrigante texto, que agora exponho, do Autor (será que foi ele mesmo? nesses dias em que o "papel virtual" tudo suporta, nunca se sabe) já celebrizado por citações e letras tais como "Don't Let them fool ya or even try to school ya", "Don't worry about a thing, every little thing is gonna be alright", "Emancipate yourself from mental slavery, none but ourselves can free our mind", dentre tantas (brilhantes) outras:

"A maior covardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem ter a intenção de amá-la." (Bob Marley)

Concordo, mas sem necessariamente taxar como "a maior covardia";

Discordam? Ótimo! Desejo que meus (poucos, seletos e com certeza inteligentes e acautelados) leitores compartilhem comigo dessa ciência que é o pensar, imaginar e principalmente discutir, para que os temas venham a fluir, sempre na incessante busca por evoluir.

As mulheres, acredito, em uníssono, irão concordar.

Natural;

Basilar;

Egocêntrico? talvez;

Com certeza, nada fechado, explicado ou sedimentado;

Justamente por isso que este tema será oportunamente revisitado.



terça-feira, 21 de agosto de 2007

Ao Volante

Não sei quanto à vocês que nesse momento têm a paciência de ler estas linhas, mas os meus momentos mais criativos, pelo menos de uns tempos pra cá, têm sido ao volante; isso, você não leu errado! Este subscritor afirma, contrariando norma basilar do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) - que preconiza inúmeras vezes a atenção ao dirigir - que seus momentos de maior criatividade e quem sabe "produção", diria, aconteceram ou acontecem empunhando o volante de um automóvel.

Uns preferem o chuveiro, onde talvez cantem - desafinando ou não (bora Shato!) - enquanto outros gostam de trovar ao "obrar" (ta ligado, Meninão?), e se eu parasse para falar as formas mais inusitadas de inspiração do ser humano, este blog não seria suficiente.

Minha pretensão não é dizer que esta ou aquela forma esta certa ou errada; muito pelo contrário, o que quero é a diversidade, a diferença, a multidão de idéias, venham elas de onde vierem.

Quero dividir o que penso, o que ocorre, pois vai que um de vocês se parece comigo, ou pelo menos me entende e através de um simples comentário consegue elucidar esse questionamento:

Porque, justamente quando eu deveria estar mais concentrado, focado, eu imagino ou penso as coisas mais inusitadas possíveis?

Não me entendam mal: os que comigo andam ou andaram percebem que dirijo relativamente bem, sem maiores altos ou baixos, sem correr ou proporcionar maiores riscos a mim mesmo, eventuais passageiros ou terceiros. Isto é fato. E ainda tenho minha CNH para provar!

Ao volante, no entanto, foi que surgiu a idéia desse texto.

Poemas? os aqui publicados e os que ainda serão (há um modesto estoque a ser editado), com certeza, foram pensados, pelo menos parcialmente, ao volante; já cheguei a parar, ligar o alerta - no acostamento, óbvio - escrever algumas poucas frases, simplesmente para não perder o fio da meada.

Diabos, esse blog, nascido há menos de 24h foi pensado num dia de trânsito infernal, na Marginal Pinheiros, em meados de dezembro de 2005, ou seja, ao volante! (perceba que a execução de projetos dessa natureza não é o meu forte; em menos de 1000 minutos produzi equivalente a quase 1 ano e meio de intenções).

Será que o volante exerce alguma influência especial na mina capacidade produtiva?

Estaria eu sozinho nessa ou há outros "imaginadores no asfalto"?

Se há ou não, só o tempo vai dizer (valendo-se da teoria do "ou não", que meu irmão tanto odeia)...

Por hora, satifaço-me em saber que a veia criativa, mais uma vez, voltou a pulsar, e mesmo sendo a bordo de um carro e com as mãos empenhadas em conduzi-lo, me pego a pensar, medir, transcender e esquadrinhar, enquanto estou a guiar, de vez em quando até parando, e sempre ávido a imaginar.

Mulher

Procure um homem que te chame de linda, amor;

Que te ligue de volta quando você desligar, sem o menor pudor;

Que observe as estrelas enquanto escuta o teu coração,

E fique acordado, velando o teu sono, mesmo sendo solidão;

Espere pelo homem que te beije na testa,

Que faça questão de te ver todos os dias, como se fosse uma festa;

Um homem que segure tua mão,

Sem o menor senão,

Em qualquer ocasião.

Procure aquele que te acha a mais bela,

Mesmo naqueles momentos em que tu mesma não te achas;

Aquele que insista em querer cuidar, em dar atenção,

Aquele que se preocupa com você,

Às vezes sem um por que,

Apenas por pura opção.

Aquele que simplesmente sente-se feliz por te ter perto,

Mesmo sem saber ao certo, se este certo é certo,

Ou seria quase errado,

Não conseguindo ficar parado,

Fazendo o possível para estar ao teu lado.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Será?

Falava com meu primo, Raphael, dos primeiros a visitar este espaço e ele, crítico e sincero com sempre - duas belas qualidades - mandou a seguinte, via msn: "tristeza não tem fim... felicidade, sim".

Será?

Teria ele razão e estaríamos nós imersos num mundo que nos coloca numa posição em que a tristeza não teria fim e a felicidade, que para muitos é a mola propulsora da humanidade, estaria com seus dias contatos, digo, teria um prazo de validade? Um início, meio e fim? Introdução, desenvolvimento e conclusão? Como uma redação?

Será?

A vida então é uma eterna tristeza com hiatos de felicidade?

Seis palavras proferidas por ele, numa casual conversa virtual, mas que me fizeram parar para pensar e escrever estas linhas, mal traçadas, talvez - Rapha disse que preferia Vinícius (!!!). Graças ao bom Deus que ele assim prefere, pois nem de longe me comparo ao famigerado poeta; ao contrário, estou a ler um livro de poemas por ele escrito e o questionamento do "Essa eu ainda toco...", mais uma vez, me veio à cabeça: "O que leva alguem a escrever isso?" Respondo: GENIALIDADE, algo anos-luz à frente da minha simplória boa vontade ao aqui escrever.

Mas voltemos à felicidade x tristeza.

Será?

Não tenho como responder, mesmo porque o que foi por Raphael dito, está revestido de toda uma subjetividade, de um contexto e de uma parcialidade que dele emana. Certeza, só uma: o momento influencia o ser humano e principalmente suas colocações.

Talvez seja algo meramente circunstancial, sazonal; ou talvez seja perene.

Mas não é isso que me preocupa, pois estaríamos falando da forma, se continuássemos nessa linha.

O alarmante não é a forma e sim conteúdo, é o que leva alguém, nesses dias, a declarar-se "feliz" ou "triste".

Meu (novo) amigo Leandro Matias, em seu blog, com muita propriedade falou, no seu "Ta na moda", exatamente o que penso e, pedindo licença, utilizo-me do tema central de sua tese, por estar, ao meu ver, diretamente ligada ao que tento aqui falar.

A felicidade, hoje, está ligada ao "ter", e o "não ter", por pior que possa parecer, influencia o "ser". (Aí sim) Triste, pois feliz daquele pode que dizer que "é" alguém por "ter", educação, cultura, por estar centrado em valores, digamos, superiores, como Deus, Família, Saúde, Trabalho e, por que não, Amor.

Essa foi a minha criação.

O que se vê hoje, é justamente o contrário, como bem disse Matias: "
Os nobres valores há muito caíram em desgraça. Ser? Que nada de ser, o negócio é ter. Lê-se pouco, conversa-se menos ainda, mas falar, ah, todo mundo fala muito." E adiciono: fala-se muito, mal, dos outros, preferencialmente, e para ficar mais legal ainda, fala-se sem antes saber ou averiguar fatos. Assim é mais fácil.

Será que é isso?

Estaríamos nós diante da derrocada daquilo que é tido como probo, honesto e coerente, das pessoas que genuinamente "são" ou pelo menos tentam "ser", em detrimento de uma sociedade que não mais valoriza esses ideais "parcos"?

Não acredito.

Ainda preciso pensar muito sobre esse assunto.

Por hora, meu agradecimento a Raphael, por me instigar a escrever sobre isso e a Leandro, pela idéia.


Essa eu ainda toco...

Não sei bem o que leva alguem a escrever algo assim; um sentimento nobre, muito provavelmente, mas pergunto: que faceta deste sentimento? aquela que constrói, anima e motiva ou seria a outra, que nem sempre coopera para a felicidade, mas que mesmo não sendo das melhores, não deixa o autor hesitante, nem por um segundo, e o faz externar seus pesamentos dessa maneira? Já me convenci... leiam, pensem, concluam. Essa, eu, com certeza, eu ainda tocarei ao violão...



"Hey There Delilah"
Plain White T´s

Hey there Delilah
What's it like in New York City?
I'm a thousand miles away
But girl tonight you look so pretty
Yes you do
Times Square can't shine as bright as you
I swear it's true

Hey there Delilah
Don't you worry about the distance
I'm right there if you get lonely
Give this song another listen
Close your eyes
Listen to my voice it's my disguise
I'm by your side

Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
What you do to me

Hey there Delilah
I know times are getting hard
But just believe me girl
Someday I'll pay the bills with this guitar
We'll have it good
We'll have the life we knew we would
My word is good

Hey there Delilah
I've got so much left to say
If every simple song I wrote to you
Would take your breath away
I'd write it all
Even more in love with me you'd fall
We'd have it all

Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me

A thousand miles seems pretty far
But they've got planes and trains and cars
I'd walk to you if I had no other way
Our friends would all make fun of us
and we'll just laugh along because we know
That none of them have felt this way
Delilah I can promise you
That by the time we get through
The world will never ever be the same
And you're to blame

Hey there Delilah
You be good and don't you miss me
Two more years and you'll be done with school
And I'll be making history like I do
You'll know it's all because of you
We can do whatever we want to
Hey there Delilah here's to you
This ones for you

Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
What you do to me.

Certeza

Certeza. De querer o bem sem ver a quem, mas por um alguém, que como ninguém os meus sentimentos detém. Me mantém como refém. Certeza. Da possibilidade, da profundidade, da reciprocidade e destes sentimentos que, ao final, são representados pela felicidade. Felicidade que consome, se impõe, que constrói; consome as tristezas que já não existem, impondo-se sobre sofrimentos que já não subsistem, construindo com certeza e inigualável clareza, o que, mais uma vez, só posso chamar de felicidade.